segunda-feira, 22 de julho de 2013

Campeonato Brasileiro 2013 - Comentário da Rodada





Os times do Rio de Janeiro vivem um momento delicado em suas histórias. Nesta 8ª rodada do Brasileirão 2013, acompanhei o jogo Internacional e Flamengo, partida realizada no estádio Centenário, em Caxias do Sul. A temperatura do jogo pareceu seguir o frio que fazia na cidade gaúcha, com chances de gol poucas, apesar de que a partida estava equilibrado positivamente. O Flamengo chegou a ameaçar abrir o placar em algumas oportunidades, mas o Inter foi quem teve as melhores chances, com dois gols perdidos debaixo da trave (do tipo "Inacreditááááável Futebol Clube"). Quando o jogo estava já quase no apagar das luzes, com acréscimos em andamento e o forte cheiro de um melancólico 0 a 0 cada vez mais forte (um perfume para os rivais), Juan aproveita uma sobra na área e marca de cabeça o único gol do jogo. O curioso é que o zagueiro não comemorou o gol do Inter em respeito ao Flamengo, que foi o clube que o projetou para o futebol mundial. Juan parecia até triste por ter que impor ao time do coração uma derrota como aquela. Um jogador que declara esse amor pelo Flamengo bem poderia estar usando sua eficiência a favor do rubro-negro carioca, mas as penhoras da Gávea não permitem ao time nada além do modesto plantel que possui hoje. Em termos menos formais... ah! que se dane essa porcaria de "politicamente correto"! Em termos da sacanagem que dá toda a graça ao futebol entre os torcedores, podemos dizer que o Fla está cheio de carniça em campo, mas o Urubú está longe de estar de barriga cheia (risos).

No jogo das 18h30, o Vasco (que nem vice mais está conseguindo ser ultimamente) impôs uma derrota maiúscula de 3 a 1 ao Fluminense, com uma mãozinha de Fred... ou melhor, uma cotovelada do principal atacante tricolor e da seleção na cara do oponente vascaíno, deixando a Cruz de Malta em vantagem numérica desde os 24 minutos do primeiro tempo. O Vasco chegou a fazer 2 a 0 e, com um jogador a mais, tinha tudo para tomar conta do jogo com tranquilidade. Nada! O Flu fez um gol e começou a botar pressão no Vasco, que desestabilizou-se e por pouco não tomou o empate. O Fluminense pareceu aquele aluno que toma bomba no colégio, a mãe dá um puxão de orelha e aí o moleque se esforça na recuperação e tal. Mas acaba reprovado do mesmo jeito. Nota zero para um time com o investimento do tamanho do mundo e desempenho de time miúdo. Já o Vasco, que chegou a ter uma síndrome de time pequeno quando sofreu o primeiro gol, pode ter um gasto a mais com Juninho Pernambucano em campo, porque apesar dele acrescentar qualidade à saída e distribuição de bola, talvez o time tenha despesas com alguma bengala para ele ou algo assim (pô, é brincadeira um time com os títulos que o Vasco tem depender até hoje de um jogador cujo auge vestindo sua camisa foi entre os anos 1997 e 2000!!!!).

Já o nosso queridíssimo futebol baiano, bem, o Bahia evoluiu uma barbaridade! Deixou de tomar placares com 5 ou 7 gols contra para não tomar nenhum gol diante do seu carrasc... quer dizer, do Vitória (risos). Seria um ótimo motivo para comemorar, não fosse pelo fato de não ter feito nenhum gol. Neste 0 a 0, tudo bem que o mando de campo era do rubro-negro baiano, mas o Leão continua absoluto na nova Fonte Nova. Se times de futebol fossem lojas, daria para dizer que essa arena padrão Fifa está uma verdadeira filial do estádio Manuel Barradas, conhecido mais como Barradão, o lixão lá onde o Vitória manda seus jogos - esta última informação insalubre é segundo declarações super-imparciais da torcida do Bahia, devo esclarecer (risos). Aliás, apesar do empate, a partida mostrou que o Bahia precisa aprender a se impor sobre o rival. Afinal, o freguês tem sempre a razão e os seus direitos estão garantidos pela defesa do consumidor (gargalhadas). Mas independente de qualquer gozação, os maiores times do futebol baiano estão até bem na tabela de classificação, grudadinhos um atrás do outro (que romântico!), em 5º a equipe lojista e em 6º a equipe consumidora, bem próximos ao G4, com 14 e 13 pontos respectivamente. Tomara para o sofredor... quer dizer, para o torcedor (risos) das duas equipes que seus times não mudem suas práticas esportivas de 'futebol' para 'natação' novamente, nadando, nadando e morrendo na praia, no final das contas.    

Paolo Gutiérrez, jornalista e comentarista de futebol e MMA

     

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